Tenho acompanhado pela imprensa esportiva os comentário sobre este que é considerado o maior clássico da América Latina, só perde em importãncia para os dois gigantes do futebol mundial : Furnas do Dionísio Futebol Clube x Arrependido Esporte Clube, ambas as equipes pertencentes ao pujante munícipio de Jaraguari. Os amigos da imprensa esportiva reclamam que terão muitos jornalistas penetras que não cobrem o nosso fubteol e querem pegar um boquinha em jogo da Série A do Brasileirão. É preciso entender que é um acontecimento em Campo Grande, claro que todos os veículos de comunicação vão querer noticiar. Por exemplo: sou um jornalista genuinamente esportivo, porém fui ao evento do lançamento do Aquário Pantanal, assisti ao show do Almir -sem graça - Sater ( Se tivesse morria há dez anos ninguém iria perceber, canta as mesmas músicas há vinte) e ninguém se incomodou porque eu estava tomando lugar de jornalista que cobre política todos os dias. É preciso que nós profissionais do esporte sejamos menos mesquinhos, menos ignorantes - com todo o respeito - e passemos a ser mais profissionais. O que temos que discutir é a forma que estes espetáculos chegam à Campo Grande. Na maioria das vezes a renda desaparece, ninguém paga imposto, a cidade fica com a fama de que só tem ladrões aqui e pouca gente, mas pouca gente mesmo, ganha com isso. O nosso futebol está cheio de denúncias de corrupção, de acertos de resultados, de perseguição a este ou aquele presidente. Está na hora dos autoridades do Judiciário investigarema fundo estas denúcias e colocar na cadeia estes dirigentes. Só assim nos livraremos de Inter's e America's da vida que não vão nos levar a lugar algum. Acho até que pode dar público, porém na segunda feira voltamos a nossa realidade: estádios vazios, times ridículos, árbitros obesos e dirigentes com falsas verdades. Este jogo dá para comparar com um mendigo que é convidado para almoçar no Bezerro de Ouro, o cara enche a pança hoje e amanhã volta a passar fome de novo. É o futebol na capital. Porque no inteior o público comparece e lota os estádio. Grande abraço.
Ramão Cabreira "Caixa"
quinta-feira, 26 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
AGORA É QUE VALE....
Olá amigos internautas (e não astronauta como dizem alguns), estamos cheganda fase que realmente vale o campeonato estadual. Acabou a fase de times "saco de roupa" - que disputam o campeonato por que governo ajuda - e começa a ter cara de competição de verdade. Estive neste turno e returno transmitindo para a Rádio Independente de Aquidauana os jogos do Aquidauanense e pude acompanhar a paixão, a importância e a dedicação que as cidades do interior dão aos seus times, especialmente Aquidauana. Estádio Noroeste lotado, ainda que temos a impressão que a renda nunca é a que a gente imagina ser. Lá não há reclamações com o calendário, não se ouve dizer que o time não treinou por falta de refeição ou salário atrasado, o Cezário é apenas presidente e não o responsável pelo fim do futebol sul-mato-grossense, e lá o futebol está muito longe do fim. E mais, a classificação do time para a fase de mata-mata é um acontecimento que mexeu com os brios do povo aquidauanenese e anastaciano. E já é possível sonhar em chegar a fase semi-final. Aí, para tudo e voltamos para o futebol da capital do estado. Que tristeza. O Cene disparado é o melhor time da competição e não me venha dizer que a outra chave é mais difícil. Conversa fiada. O Cene é melhor. E....e...e....e... Onde estão Operário o maior papão de títulos da história do nosso futebol? E o Comercial que ousou estar entre os oito da Copa do Brasil em 1995? Perdeu para o Linhares, que perdeu para o Ceará, que perdeu para o Grêmio campeão daquele ano? Aí fica fácil procurar culpados para o fiasco dos nossos times no estadual. O maior problema é que nós da imprensa esportiva - e somos autoridades para falar por estamos diariamente acompanhando o futebol - ouvimos a outra imprensa que não sabe nada de esporte, dizer que o nosso futebol acabou que só tem corruptos,(tem, é bem verdade) mas o futebol está muito longe de acabar e mesmo se os dirigentes quisessem não conseguiriam por que existem homens e mulheres que gostam do que fazem ainda que não sejam reconhecidos financeiramente como deveriam. Um abraço a Joel Silva, Gabriel Neris, Tiago Farias, Marcos Antonio Silvestre, Elson Pinheiro, Leomar Ferreira, Pizza Santos, Roberto Miranda, Ricardo Paredes, Carlos Alberto de Carvalho, Carlinhos Jacaré, Arthur Mário, Carlos Araújo, Coquinho, Marcelo Nunes, Sergio Chaves, Edna, Eva Regina, Orlando Negrão. Os homens que fazem o verdadeiro rádio esportivo, ao vivo, faça chuva ou sol, frio ou calor, deixam suas famílias e viajam por estradas ruins para transmitir futebol. Parabéns homens da bola. Que venha a próxima fase.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O princípio do fim
Começou neste domingo 24 de abril o returno do campeonato estadual 2011. Sem surpresas, os resultado mostraram o que cada equipe tem como objetivo. Algumas disputam para não cair ( para a inexistente série B), outras para ser campeãs, disputar a Copa do Brasil e ganhar uns trocados a mais. Agora para tudo!!! O que foi aquele Comerário? Ou Comegalo? A bola sofreu, o torcedor sofreu, a imprensa sofreu. E o ingresso? R$ 20,00. É um assalto à mão armada. Um total desrespeito com torcedor. Para ver um futebol ridículo, recheado de ex-jogadores: Halisson, Reinaldo, Marco Antonio do lado do Operário e do lado do Comercial: Jean Carlo, 40 anos, Claudio agora depois de velho virão Claudião. Para com isso!! Tem que ter respeito pelo torcedor, principlamente pelo operariano. Este sim torce, chora, se desespera, xinga o árbitro e não reclama do preço. Ontem assisti a partida no meio da Garra Operariana e pude constatar a paixão pelo Operário. Mas, que sentimento é este? O que move estes 200 integrantes a sair de casa numa temperatura que beira a 40 graus, num dia de domingo? É inexplicável. Já do lado do Comercial até a batucada é desafinada de dar dó. Isso sem contar que não há estímulo de dentro prá fora. É ruim o time comercialino. O que é pior, desta vez o Amarildo não pode reclamar. Foi ele que montou este time. Teve tempo de treinar e acertar a equipe. É incompetência mesmo que o time não se acerta dentro de campo. É lamentável perceber que os dois principais times da capital estão agonizando. O Galo já está com a corda no pescoço para voltar a segunda divisão, de onde não teve competência para ganhar na bola. O Comercial de pompas de campeão, só a faixa nas fotografias do ano passado. Enquanto isso na Sala de Justiça Super-Man, Mulher-Maravilha, Batman e Robin e agora chegou He-Man assistem surpresos o Cene passear em campo goleando de forma inapelável seus adversários, com cara e corpo inteiro de campeão estadual. É o futebol cowboy.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
FUTEBOL DA CAPITAL: SONHOS E INCERTEZAS
Minha última postagem foi em janeiro e trazia uma expectativa de que seria um bom ano para os clubes da Capital. Naquela ocasião não tinha o Operário disputando a Série A do estadual, com a vaga herdada do time de Costa Rica. Mesmo assim, penso que meu prognóstico não mudaria se pudesse imaginar que o galo voltaria pela janela a disputar a "elite" do nosso futebol. Todo o meu otimismo começou a diminuir com a derrota do Comercial para o Vasco da Gama pelo Copa do Brasil em pleno Morenão. Não pelo placar, mas pela forma como aconteceu a derrota. Um time sem nehuma vontade de jogar, completamente sem comando e brigas no vestiário e dispensa de jogadores. Começou o estadual, aí começa pra valer o ano futebolístco no estado, onde todos os dirigentes apostam suas fichas, de novo, para chegar à Copa do Brasil, ganhar uns trocados, pagar propinas para alguns e voltar a realidade local. Comercial, Cene, MS SAAD?, Operário. Deveriam ser chamados "Os grandes da Capital", mas a realidade é bem diferente. Comercial atual campeão, sofre com a divisão interna de seus jogadores e as fanfarronices do seu presidente Caros Aberto de Assis que chegou a propagar "Projeto Tóquio" o jogo contra o Vasco. Veio o terremoto e o tsuname japonês e arrasou por 6 x 0 a frágil construção comercialina de um dia chegar a libertadores. O Cene há uma década está parado entre a esperteza de Paulo Telles e a sonolência do bom moço da fala mansa e olhos claros José Rodrigues. Não consegue montar um time competivo em condições de brigar pelo título da Série D. É a síndrome da trajédia anunciada. Quando ganha dentro de campo, perde fora dele para a burocracia e politicagens da CBF, com a anuência passiva do presidente Francisco Cesário, da Federação que não levanta um dedo em prol dos seu filiados. O MS SAAD é tão ridículo que o seu time chegou na sexta, concentrou no sábado e perdeu no domingo para o inexistente e agora "forte" Maracajú. E tem como vice-presidente o "Sir. Ricardo Pereira" sobrinho do Cesário. O que você acha? Perguntaria o filósofo contemporâneo, Professor Antonio Paiva em tom sempre de ironia. Na dúvida ganha o MS SAAD. E o Gaaloooooooooo?????? Virou frango, depois pintinho e agora? Quem veio primeiro o ovo ou o Operário? Enquanto isso na sala de justiça: Super-Man, Mulher-Maravilha, Aquaman, Batman e Robin aprovam verbas públicas para seus clubes no interior e conseguem patrocínios privados e expõem suas marcas nos estádios onde mandam seus jogos. E a capital continua sonhando e cheia de incertezas com o futuro. Mas eu acho que vai dar para ser campeão de novo. Ou estou sonhando????
domingo, 16 de janeiro de 2011
Vai começar a temporada 2011
O ano esportivo sul-mato-grossense começa com grande expectativa para os clubes da Capital. Comercial estréia dia 23 de fevereiro na Copa do Brasil contra o Vasco da Gama no Morenão, o estadual tem seu início marcado para o dia 12 de março e o Cene se prepara para nos representar na Série D do Brasileirão. Por quê toda esta expectativa? Porque Campo Grande volta ao cenário nacional após cinco longos anos. O último foi o Cene com o Palmeiras e o Operário com o Botafogo do Rio em baixo de muita chuva no Morenão o jogo foi até adiado para o dia seguinte. Tudo isso em 2005. De lá para cá só deu interior: Coxim, Águia Negra, Ivinhema e Naviraí. Agora com o Comercial na Copa do Brasil, Campo Grande entra no jogo, existe uma força estranha que nos movimenta pra prestigiarmos o jogo. Autoestima, cidadania, empregabilidade tudo isso o futebol nos traz. É por isso que o ano começa com um otimismo maior. Mas não podemos ter ilusões. O Comercial reforçou o time em relação a equipe campeã do ano passado, mas estamos muito longe da Série A. Mas é possivel brigar ao menos fisicamente garantiu o preparador físico Nei Magalhães. O Técnico Amarildo de Carvalho está confiante: Kanú e Lídio dois zagueiras vieram do futebol do Distrito Federal são as caras realmente novas. Os demais já conhecemos: Bons jogadores.É só desejar sorte a todos.
domingo, 28 de novembro de 2010
O DIVISOR DE ÁGUAS
O DIVISOR DE ÁGUAS
Morreu Rui Pimentel. Para muitos, uma lenda do rádio esportivo e nos últimos anos, o rádio jornalismo político .Para outros, nem tanto. Fico com a primeira opção. Pimentel conseguiu nos últimos 13 anos fechar uma lacuna neste seguimento do rádio em Campo Grande, deixada com a morte prematura de um outro radialista tão bom ou melhor que ele: Edgar Lopes de Farias - O Escaramuça. Morto Edgar, Rui migrou para seu lugar pouco tempo depois na Rádio 95,9 FM, porém com um outro estilo. Menos contundente que seu antecessor, conseguiu a simpatia, confiança e posteriormente a credibilidade de sua principal fonte de renda: O Poder Público. Rui Pimentel jamais entrevistou um presidente de Associação de Moradores de Campo Grande. Mandava um abraço quando muito. Porém, a classe política sempre foi destaque no seu Tribuna Livre. Sabia entrevistar. Falava de qualquer assunto do Big Brother ao Pré Sal, desfilava com desenvoltura nos corredores de Brasília. Jamais foi visto nos corredores da Assembleia, Governadoria ou Câmara de Vereadores de Campo Grande. Tinha um equipe competente que fazia isso por ele. No rádio esportivo ao qual faço parte, tive o privilégio de trabalhar em sua equipe Bola de Ouro. Com sua morte, fica uma incógnita, se vão continuar ou não, nas tardes de domingo as transmissões do futebol local, que ele não dava nenhuma importância a não ser pela insistência de seu braço direito Marcos Antonio Silvestre. No jornalismo político pelas manhãs, fica a pergunta: para onde irão migrar os ouvintes de Rui Pimentel? Temos atualmente quatro programas no mesmo estilo. Roberto Costa comanda na Mega 94,3 FM. É lento. Não percebeu que está em uma Rádio que exige versatilidae e rapidez na informação. Não consegue perder o estilo da velha e desaparecida Educação Rural AM. Pio Lopes na UCDB 91,5 FM, poderia ser o substituto. Tem voz bonita, boa dicção, carisma. Mas, não tem equipe. Um programa jornalístico exige profissionais comprometidos e isso requer contratações e os Salesianos estão longe de pensar assim. Joel Silva, da Rádio Brasil 104,7 FM( a cada governo muda-se o nome da rádio). Programa verdadeiramente jornalistico: com sonoras, offs, entrevista no estúdio e uma equipe de produção da própria emissora. Todos concursados. Mas se perde nas brincadeiras sem graça com suas colegas de estúdio, esquecendo-se que quem ouve o programa são pessoas esclarecidas e que muitas vezes já leram a notícia nos grandes jornais e já formaram sua opinião. Por último o veteraníssimo B. de Paula Filho na Difusora AM 1240. Talvez por ser de sua propriedade a emissora, ele não tenha se preocupado em se reciclar. Afinal, as pessoas vão envelhecendo e outras vão chegando. A linguagem obsoleta do repórter Grilo e do comentarista Cícero da Conceição poderiam passar ao largo que ninguém iria perceber. Derrubam o programa. Isso quer dizer que o espaço está aberto. A procura pelos ouvintes do bom Baiano começou. Quem tiver competência, vai permanecer. Afinal, nós locutores prestamos um serviço público e dificilmente aceitamos críticas ao nosso trabalho. E percebam que eu escrevi " Nós Locutores". Um grande abraço.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
AUDIÊNCIA PÚBLICA, O QUE SERÁ ?
No próximo dia 31 de agosto teremos na Câmara de Vereadores uma Audiência Pública para discutir a falência do nosso futebol. Quero fazer uma correção. O futebol do Estado não morreu. O da Capital sim, já faz algum tempo. É preciso parar com este discurso de que enquanto o Cesário for presidente não haverá investimentos. O que é preciso senhor vereador Herculano é parar com demagogia de entregar títulos de cidadão campograndense para pessoas que jamais pisaram em solo sul-mato-grosessense e nada fizeram pelo nosso futebol. Enquanto seus colegas vereadores se travestem de corintianos, botafoguenses, palmeirenses e invadem o gramado do Morenão num total desrespeito com os profissionais que estão lá para trabalhar somente para aparecer e dar entrevistas, posando de pop star, os vereadores do interior são presidentes de clubes e as Câmaras Municipais estão aprovando no orçamento do Executivo verba para custear despesas com a equipe no Campeonato Estadual. É isto que eu gostaria de discutir, senhor vereador Herculano. O futebol profissional emprega, devolve a autoestima, traz qualidade de vida e nos faz sentir cidadãos. Palavras tão corriqueiras no vocabulários de Vossas Excelências. Penso que já passou da hora do Cesário deixar a Federação, mas são os clubes e ligas que o elegem, então não será possível tirá-lo de lá tão cedo. Discutir os problemas do futebol, já estamos cansados de discutir, o que eu quero ouvir agora são as soluções para o futebol da Capital.
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